Audiência pública secreta

February 2, 2010

A primeira audiência pública sobre o projeto, realizada no Geraldão em 30 de Setembro de 2009, foi um espetáculo. Não no sentido positivo, de que foi tudo maravilhoso, mas sim no sentido de que foi tudo armado e encenado para passar uma imagem positiva da obra. Da logística do evento ao tom propagandístico das falas, tudo era claramente ilusão.

A ilusão que se queria passar era que a via mangue iria dar aos presentes uma moradia decente. Ninguém se lembrou que essa é a obrigação do Estado, e que o direito a moradia não está atrelado à construção de via alguma. Tal posicionamento da Prefeitura, senão ilegal, é anti-ético ao beneficiar o (deveras avariado) saldo político do prefeito em detrimento de toda a população recifense.

Na última sexta, dia 29 de Janeiro de 2010, aconteceu outra audiência pública. E antes dela, outras ocorreram dentro do MPPE – que está empenhado em salvar o máximo possível do manguezal. Pouparam-nos da propaganda mas levaram a democracia. Essa forma de ação impede a participação popular, que fica a mercê dos mandos e desmandos dos governantes.

É importante deixar claro que a Prefeitura da Cidade do Recife, visando o ganho em imagem política advindo dos cumprimentos dos prazos na construção da obra, está privando a população do seu direito de opinar sobre ela deseja que o dinheiro de seus impostos sejam investidos.

Aos poucos… de volta à atividade

December 23, 2009

Com o fim de ano chegando, os preparativos para as festas de fim de ano vão começando a ocupar nossas cabeças, além dos projetos para 2010.

Para aqueles que pacientemente acompanham o blog, a espera de novidades compreendemos a paciência, pois a partir dos próximos dias este blog terá notícias para comentários.

Assim que houver novidades, postaremos e em janeiro iremos nas comunidades que serão retiradas para a construção da Via Mangue, registraremos as mudanças que estão acontecendo nos assentamentos além dos bairros de Boa Viagem e Pina.

Quem tiver interesse em fazer sugestões, mandar pautas, novidades, fotos, imagens e videos, favor entre em contato através do email: lucio.flausino@gmail.com.

Que em 2010, possamos arregaçar as mangas e fazer das nossas cidades lugares decentes, inclusivos e sustentáveis.

Abraços,

Equipe Blog Via Mangue Não !

Recuo na Via Mangue! Salve o Mangue!

October 29, 2009

Abaixo, notícia sobre um acordo entre a Prefeitura e o MPPE. Os nossos sinceros parabéns ao Ministério Público por estar lutando pela redução dos impactos da Via Mangue.

É preciso estar ciente, contudo, de que tal abordagem (de redução de impactos sobre o manguezal) implicitamente legitima a obra per se, como se ela não fosse um equívoco sob o ponto de vista da mobilidade urbana e do uso racional do NOSSO dinheiro.

Lembremos que 73% dos R$ 482 milhões da obra não são dedicados a saneamento e habitação, e sim às obras viárias que vão beneficiar e estimular somente aqueles que usam carros de passeio, cada dia entupindo mais as artérias da nossa querida e enferma cidade.

 

Jornal do Commercio – PE 21/10/2009 – 08:20

Cidades

Recuo no traçado da Via Mangue reduz impactos

O novo recuo foi discutido em reunião que começou à tarde e terminou à noite, na segunda-feira passada Da Redação O traçado da Via Mangue, alternativa de trajeto para veículos na Zona Sul do Recife, sofrerá mais uma alteração. Agora, a prefeitura concordou com a proposta do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e vai recuar 50 metros da estrada no trecho que passa pelo aeroclube, no bairro do Pina. O afastamento, do limite do manguezal em direção aos hangares do aeroclube, permitirá a preservação de quase três hectares da vegetação e o reflorestamento da área.

Na semana passada, numa primeira audiência com a prefeitura, o Ministério Público já havia conseguido outras modificações no projeto, para reduzir a quantidade de mangue a ser derrubada com a construção da via. O novo recuo foi discutido em reunião que começou à tarde e terminou à noite, na segunda-feira passada. Participaram do encontro os promotores André Silvani, Alda Virgínia de Moura e Flávio Falcão, analistas de arquitetura e engenharia e o presidente da Empresa de Urbanização do Recife (URB), Jorge Carrero. De acordo com André Silvani, os promotores voltarão a se reunir, internamente, para continuar a discutir o assunto. A proposta do Ministério Público, diz ele, é modificar mais ainda o traçado, aumentando o recuo de 50 metros para 150 metros. Com isso, a área de mangue a ser protegida seria ainda maior e o município também poderia fazer replantio de áreas suprimidas.

Jorge Carrero observa que o recuo de 150 metros, da margem do mangue para a área interna do aeroclube, inviabilizaria o funcionamento do lugar. “A população perderia um equipamento de lazer”, pondera. Ele acrescenta que a prefeitura não pode assumir esse compromisso porque o terreno do aeroclube pertence ao governo do Estado. “Vamos levar a sugestão do Ministério Público ao governo.” Com o recuo de 50 metros, diz Jorge Carrero, a prefeitura respeita os afastamentos previstos no Código Florestal para construções próximas de cursos d’água. Ele informa que o resultado da reunião não permite ao município abrir licitação para executar a obra. “O Ministério Público ainda não se pronunciou, mas esperamos uma posição favorável”, afirma. Afora isso, a prefeitura também precisa esperar pelas avaliações da Agência Pernambucana de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH).

O promotor Silvani, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente, destaca como aspecto mais importante da audiência buscar um maior compromisso da prefeitura com a preservação do mangue restante no local. Segundo ele, a prefeitura não deixa claro qual a área incluída no Parque dos Manguezais. O Ministério Público defende a preservação de todo o manguezal.

 

Carta de ciclista ao Jornal do Commercio

October 14, 2009

O ciclista Rogério Leite, do blog Pedalando e Olhando, enviou a seguinte carta ao Jornal do Commercio, em resposta a uma outra leitora que louvou a Via Mangue como a salvação de todos os males do trânsito em Recife.

Tenho acompanhado algumas posições contra e a favor da Via Mangue no JC. Creio que a ação do MPPE é bastante oportuna. Poderá ser uma linda obra, mas a beleza vai servir a que mesmo? É uma via que vai servir a uma parte da Zona Sul que usa os carros. A ciclovia não vai ser muito usada, porque não tem saídas pelo meio do caminnho. O mangue vai mesmo ser impermeabilizado, afinal ainda não inventaram asfalto poroso! Para retirar as famílias e coloca-las em condições dignas, não precisa da via. Para limpar e tornar o manguezal limpo, também não. E até para diminuir o tráfego de carros que entope as vias de acesso, a via é uma solução pífia. Em pouco tempo, vai estar saturada e vão querer fazer mais vias. Quando é que a prefeitura vai agir para tirar os carros das ruas? Paris e Bogotá conseguiram e não foi com grandes obras!

Rogério Leite
contato.rl@gmail.com

Ótimas colocações.

Via Mangue: as compensações que não compensam

October 14, 2009

Embora a Prefeitura tenha ovacionado a retirada das palafitas da região dos manguezais e as obras de saneamento na Zona Sul como grandes melhorias urbanísticas atreladas à Via Mangue, é importante reforçar que tais obras são na verdade requerimentos legais à viabilização do traçado. Fora isso, é dever do Estado prover esgotamento sanitário e habitações de qualidade a todos os cidadãos – logo, se vangloriar desses aspectos é totalmente enganoso com o público.

Mudando o olhar para um ponto de vista histórico, vemos que essas ações de compensação são formas do poder público correr atrás do tempo perdido, atacando em definitivo um problema que vem se arrastando a anos que é a necessidade de prover casas de qualidade para aqueles cidadãos. Ou seja, a compensação em jogo aqui não é somente pela desapropriação para a construção da via, mas também uma compensação de um passado de desleixo e negligência com essas comunidades. Um passado onde outros foram priorizados, que não estas.

Sendo assim, há uma compensação que deve ser cobrada pela construção da Via Mangue que, até hoje,  não está presente em nenhum projeto. Consiste em compensar a população que utiliza o transporte coletivo ou não-motorizado. E que essa compensação seja feita de forma direta, não como uma mera conseqüência de outra obra que priorize o fluxo de carros.

Porque essa compensação é necessária? Read the rest of this entry »

Audiência no MPPE discute alternativas para a Via Mangue

October 13, 2009

Hoje a tarde, a partir das 14h, acontecerá no prédio no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) uma audiência composta pelos promotores de meio ambiente e representantes relacionados com as obras da Via Mangue: CPRH, DIRMAN, URB, entre outras.

A intenção é discutir tópicos levantados pelo MPPE durante a audiência do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Via, ocorrida no último dia 30 de setembro, no Geraldão. A expectativa é que o Ministério Público apresente aos órgaos públicos as alternativas ao projeto da via expressa no Pina, de modo a minimizar os impactos no Manguezal, além de garantir as melhorias para as populações ribeirinhas, independente da execução ou não da obra.

A audiência ocorrerá a partir das 14h, na sede do MPPE, Avenida Visconde de Suassuna.

Torcemos para uma solução boa para o mangue e para a populacão.

Prioridades para um transporte sustentável

October 12, 2009

A Via Ciclo – Associacão dos ciclousuários da Grande Florianópolis publicou entrevista realizada pela revista virtual IHU online com o engenhiro de transportes Luis Lindau. Engenheiro Civil, PhD em Transportes pela Southampton, pós doutor pela  University College London,professor da UFRGS, e membro de comitês que tratam de desenvolvimento de sistemas de transporte urbanos, Lindau destaca que a situação precária dos transportes públicos é fruto do descaso com o poder público em investir nesse modal e alerta que é importante valorizar o transporte público, principalmente com a construção de corredores exclusivos de ônibus. Confira a entrevista.

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Luis Lindau

Luis Lindau. Fonte: http://u.nu/5fyh3

Hoje, congestionamento a qualquer hora do dia é parte do cotidiano das grandes cidades brasileiras. Um fato por demais problemático, que tenciona as relações e, principalmente, o dia-a-dia de quase toda uma população que depende do transporte – público ou não – para deslocar-se. Enquanto não há pesquisas ou trabalhos que possam resolver esse problema, o Brasil destaca-se no campo de estudos relacionados aos combustíveis alternativos aos fósseis. “O que estamos vendo é um histórico de descaso com o transporte coletivo. Por isso, temos esse problema grave de congestionamento no Brasil e um foco muito grande no automóvel”, afirmou o professor Luis Lindau, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line.

Luis fala sobre o transporte sustentável, combustível limpo e o déficit que nosso país tem em relação a projetos na área de transporte coletivo. Para ele, o transporte precisa ser encarado como a principal pauta no projeto desenvolvimento das cidades. “O que está acontecendo no momento é que a cidade vai se desenvolvendo e o transporte corre atrás”, diz.

Luis Antonio Lindau é engenheiro civil, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Obteve o título de doutor em Transportes na University of Southampton, na Inglaterra, e o de pós-doutor na University of London, também na Inglaterra. Atualmente, é membro de diversos cômites de pesquisas relacionadas a transportes, como Associação Nacional de Transportes Públicos e professor da UFRGS.


IHU On-Line – Luis, qual é a situação atual do transporte sustentável no país?

Luis Lindau – O ponto principal é que o transporte no Brasil não é sustentável. O que temos são propostas de combustíveis. Se eles são sustentáveis ou não, é outra discussão. Está havendo um debate internacional sobre o que seriam combustíveis realmente sustentáveis. De qualquer forma, o Brasil está despontando no cenário internacional por ter propostas para biocombustíveis. Em relação ao restante, não é sustentável. O que vemos é um histórico de descaso com o transporte coletivo. Por isso, temos esse problema grave de congestionamento no Brasil e um foco muito grande no automóvel.

IHU On-Line – Como o senhor analisa as pesquisas que estão sendo feitas no Brasil sobre transporte sustentável e combustível limpo?

Luis Lindau – Existem pesquisas sobre os combustíveis em si, sobre formas de produção, sobre qual a melhor matéria-prima para biocombustíveis e isso feito por uma área que não a de transportes, ou seja, pelo campo da biologia, ou da química. A parte de combustíveis está evoluindo, e o Brasil apresenta um histórico de desenvolvimento nesse campo. No entanto, isso não implica que o transporte no Brasil seja sustentável. Quando vamos para o lado operacional, que envolve como as coisas circulam no país, não temos sustentabilidade. Porque não possuímos, na área de carga, um foco em tecnologias menos dependentes de combustíveis fósseis, como por exemplo, na área de ferrovias e na área de transporte marítimo. E, no caso urbano, estamos focados na área de automóvel. Assim, somos pouco sustentáveis na área de transporte.

IHU On-Line – Qual é o papel do transporte urbano na promoção do desenvolvimento local e global das cidades?

Luis Lindau – O transporte precisa ser encarado como o eixo do desenvolvimento. Na cidade, o transporte precisa ser visto como o elemento que irá promover o desenvolvimento da cidade. É necessário que pensemos em corredores urbanos com alta capacidade de transporte coletivo, para, a partir deles, fazer e promover o desenvolvimento da cidade. O que está acontecendo no momento é que a cidade vai se desenvolvendo, e o transporte corre atrás. Então, nós precisamos inverter essa lógica. Há cidades que já fizeram isso, como Curitiba, que promoveu todo o seu desenvolvimento a partir do sistema de transportes. Por isso, hoje é mais barato comprar imóveis em Curitiba do que em Porto Alegre, por exemplo.

IHU On-Line – De que forma as cidades devem repensar as políticas de transporte urbano?

Luis Lindau – As cidades precisam entender que o transporte coletivo é sua mola propulsora ou é o elemento estruturador do desenvolvimento da cidade. Além disso, precisam pensar primeiro em prover esses corredores de alta capacidade, além de pensar no transporte não-motorizado também. Estou falando de pedestres e bicicletas. Penso neles como elemento do transporte como um todo, como alimentadores de um sistema de transporte coletivo e também nesses transportes não-motorizados como o principal elemento do deslocamento dos bairros das cidades, de curta distância. Precisamos dessas facilidades disponíveis como alternativa ao uso do automóvel.

IHU On-Line – Como o senhor imagina que será a cidade sustentável no futuro?

Luis Lindau – Existem cidades que, inclusive, estão sendo desenhadas do nada para ter essa dimensão. Então, a cidade sustentável é mais do que transporte. Há outras coisas que precisam ser consideradas na sustentabilidade da cidade. É preciso ter, por exemplo, também, o tratamento de todos os efluentes. Do ponto de vista de transportes, a cidade sustentável tem esse componente todo: o sujeito tem uma boa alternativa de transporte coletivo, boa alternativa de circulação, um espaço viário bem designado e bem caracterizado para o pedestre, para o ciclista, para o transporte coletivo e para o transporte individual, mas nessa ordem e não o inverso. Hoje, por exemplo, percebemos que o automóvel está pautando tudo, ou seja, está roubando o espaço do pedestre, do transporte coletivo, das bicicletas. E, como todos sabem, ele é muito pouco eficiente. Do ponto de vista de capacidade do transporte, perde para todas as outras modalidades de que falei em termos de necessidade de uso de via. O fato é que estamos dando muito espaço para a modalidade menos eficiente.

IHU On-Line – Qual é a sua opinião sobre a possibilidade de Porto Alegre instalar o sistema de rodízios de carros assim como São Paulo?

Luis Lindau – Só para dar outros dois exemplos, esse sistema funciona também em Bogotá e na Cidade do México. Em todas essas cidades, o que se observou foi o aumento da frota veicular, quando isso foi implantado ao longo do tempo. À medida que isso acontece, as pessoas se motorizam mais. Esses veículos adquiridos são antigos, portanto mais poluentes. E agora cada veículo é utilizado por mais pessoas. Esse é um fenômeno que irá acontecer e com um agravante adicional, a entrada de mais motocicletas. Além de serem poluentes, elas comprometem a segurança dos usuários. Infelizmente, essa é a pior forma de resolver o problema. Uma vez implementado esse sistema, se pressupõe que o transporte coletivo seja muito bom. Apesar de termos ônibus muito bons circulando na cidade, o espaço de circulação e a forma como nosso sistema de transporte coletivo estão desenhados não são ainda apropriados. Ou seja, não representam um bom sistema ainda.

IHU On-Line – E o que a sociedade precisa fazer para mudar prioridade de espaços destinados aos diferentes transportes?

Luis Lindau – A sociedade precisa cobrar dos governantes para que um bom sistema de transporte coletivo seja implementado. Este precisa ter todos os atributos de um sistema como o ferroviário, que é caro, instalado no mesmo sistema em que se inserem os ônibus, de forma que possamos ter uma rede bem extensa. Precisamos exigir isso, pois o metrô é fantástico, mas muito caro. Não conseguimos implantar todo um sistema metroviário numa cidade rapidamente, mas rapidamente é possível redesenhar todo um sistema de ônibus para que tenhamos um sistema de ônibus fantástico. Uma vez que tenhamos esse sistema de ônibus, podemos reestruturar todo o resto, o que é perfeitamente factível.

IHU On-Line – Há algum programa hoje que seja considerado o ideal em termos de transporte sustentável?

Luis Lindau – O que temos são várias cidades no mundo perseguindo diferentes linhas, ou linhas próximas. Temos um esforço muito grande no mundo desenvolvido em bicicletas, com uma meta de elevar 20% os deslocamentos através desse meio. Essa é uma meta e as cidades estão perseguindo essa meta. Um exemplo mais claro disso é Paris. Ou seja, as ótimas cidades nunca param, estão sempre evoluindo. Nesse caso, a capital francesa possui um ótimo sistema de transporte coletivo, mas está buscando a meta de ter mais bicicletas. Depois, temos os exemplos de Londres e Estocolmo, que estão perseguindo o controle do automóvel de uma forma inteligente – que não é por meio da placa, uma forma muito antiquada. Eles estão perseguindo isso através da cobrança do uso das vias, uma espécie de pedágio urbano dependendo da hora do dia e do tipo do veículo. Mas de novo, por detrás disso, se pressupõe um bom sistema de transporte coletivo, ou seja, não adianta estar pensando em soluções mirabolantes se não tivermos um bom sistema de transporte coletivo montado.

Retirado de IHU online

Via Ciclo – Florianópolis

Fonte da notícia transcrita aqui.

As difíceis relações entre progresso e direito à moradia no Manguezal do Pina

October 12, 2009

Há pucos dias atrás, pesquisando materiais sobre a ocupação nas áreas dos manguezais, encontrei esse trabalho incrível da arquiteta Clara Gomes Moreira, orientada pela professora Maria Ângela de Almeida Souza.

Clara trás informações sobre os problemas da ocupação por comuidades nas áreas estuarianas da bacia do rio Pina, e a particularidade da área escolhida para exemplificar esse processo, a comunidade da Ilha de Deus, bairro do Pina. Apesar dos problemas apontados pela população relacionados a ausência do estado, as pessoas apresentam uma ligação com a terra, o que faz com que amem o lugar que vivem, ao mesmo tempo em que tentam sobreviver através da extração de recursos da natureza, criticando a poluição dos manguezais, concluindo com a necessidade de proporcionar a essas populações o devido acesso e serviços urbanos dignos, mas que mantenham a ligação com o local com qual estão intimamente ligadas.

O artigo é curto e de fácil leitura e esclarecedor

Um bom dia a todos.

Visão do Recife a partir da Ilha de Deus. Por Julio Paiva e Raquel Queiroz

Visão do Recife a partir da Ilha de Deus. Por Julio Paiva e Raquel Queiroz

A imagem desse post é de autoria dos arquitetos Julio Paiva e Raquel Queiroz, da ótima proposta de pesquisa itinerante, chamada Expedição Konidomo, confira a impressão da dupla aqui.

Link para acessar o trabalho: Ilha de Deus no Recife – Brasil: Um caso emblemático d direito à terra conquistado em área de risco legalmente preservada, de Clara Gomes Moreira e Maria Ângela de Almeida Sousa aqui.

Links para saber mais

October 10, 2009

Para quem quiser ler e se informar mais sobre como vai ser a Via Mangue.

Link para o EIA-RIMA da obra [pdf, 60mb]:
www.cprh.pe.gov.br/downloads/RIMA_FINAL_VIA_MANGUE.pdf

Slides da apresentação do projeto:
http://www.slideshare.net/blogdejamildo/data-show-via-mangue-audiencia-publica

Jaime Lerner pondera relações entre Via mangue e Corredor Norte Sul

October 6, 2009

Fonte: Roberta Soares [JC]

Fonte: Blog Luis Augusto Juk/ Ultima Hora http://u.nu/6c2g3

Fonte: Blog Luis Augusto Juk/ Ultima Hora http://u.nu/6c2g3

O arquiteto paranaense Jaime Lerner, consultor do projeto do Corredor Norte-Sul, após apresentação do projeto técnico da obra, em Recife no dia 24 de setembro, comentou sobre as relações entre o Corredor a as adaptações necessárias na Zona Sul para viabilizar o projeto, afirmando a necessidade de obras viárias que permitam o uso pleno da Domingos Ferreira pelo corredor de ônibus, porém minimizando a necessidade de usar o atual traçado da Via Mangue. “Não podemos dizer que o corredor dependa dela, mas é um elemento importante. Se ela não existir, ficará complicado, já que a intervenção trará impactos para o tráfego da região. Por isso, sugerimos no projeto que seja encontrado um caminho alternativo entre a Domingos Ferreira e o local onde será feita a Via Mangue”, argumentou o coordenador da obra do Corredor, Carlos Ceneviva.

Segue Link para acessar a matéria: http://u.nu/8d2g3