A primeira audiência pública sobre o projeto, realizada no Geraldão em 30 de Setembro de 2009, foi um espetáculo. Não no sentido positivo, de que foi tudo maravilhoso, mas sim no sentido de que foi tudo armado e encenado para passar uma imagem positiva da obra. Da logística do evento ao tom propagandístico das falas, tudo era claramente ilusão.
A ilusão que se queria passar era que a via mangue iria dar aos presentes uma moradia decente. Ninguém se lembrou que essa é a obrigação do Estado, e que o direito a moradia não está atrelado à construção de via alguma. Tal posicionamento da Prefeitura, senão ilegal, é anti-ético ao beneficiar o (deveras avariado) saldo político do prefeito em detrimento de toda a população recifense.
Na última sexta, dia 29 de Janeiro de 2010, aconteceu outra audiência pública. E antes dela, outras ocorreram dentro do MPPE – que está empenhado em salvar o máximo possível do manguezal. Pouparam-nos da propaganda mas levaram a democracia. Essa forma de ação impede a participação popular, que fica a mercê dos mandos e desmandos dos governantes.
É importante deixar claro que a Prefeitura da Cidade do Recife, visando o ganho em imagem política advindo dos cumprimentos dos prazos na construção da obra, está privando a população do seu direito de opinar sobre ela deseja que o dinheiro de seus impostos sejam investidos.
July 1, 2010 at 12:49 pm |
Parabéns pelo bom trabalho! Entendo melhor a natureza da obra agora.